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A escola da Ponte é privada?

Não, a Escola da Ponte é uma escola pública estatal. Os alunos não pagam nada para frequentar a Escola e os orientadores educativos são todos contratados pelo Ministério da Educação.

Quais os anos de escolaridade que existem na Escola da Ponte?

A Escola da Ponte, (Escola Básica Integrada com Jardim de Infância de Aves/S. Tomé de Negrelos) recebe alunos desde o 1º até ao 9º ano - terminal do ensino básico. Neste momento, o Núcleo da Iniciação e da Consolidação continuam a funcionar no Largo Dr. Braga da Cruz, o Núcleo do Aprofundamento encontra-se a funcionar em Vila das Aves, num edifício que habitualmente se denomina por "Escolinha".
A "Escolinha" era, originalmente, uma escola do 1º ciclo (Plano dos Centenários). Para o núcleo de Aprofundamento aí funcionar foi necessário acrescentar dois contentores. Por outro lado, os alunos deste Núcleo utilizam os laboratórios, o pavilhão e a cantina da Escola Secundária D. Afonso Henriques.

Para a tipologia da Escola se concretizar só falta o Jardim de Infância. Continuamos a acreditar que tal será possível, em breve.

Quantos alunos frequentam a Escola da Ponte?

A Escola da Ponte tem, presentemente, 220 alunos a frequentá-la.

Existe Ensino Especial na Escola da Ponte?

A nossa Escola considera que todos os alunos são especiais. Isto não é apenas uma forma de contornar a questão. Tentamos ao máximo que cada aluno receba da parte da escola o tipo de apoio de que necessita.

Todos os alunos realizam o mesmo tipo de trabalho e encontram-se enquadrados em grupos de trabalho. Os professores vão dando o apoio que é considerado mais adequado, sem fazer discriminação relativamente a cada aluno. Todos os professores são professores de todos os alunos.

Todos diferentes, todos iguais, todos com o apoio de que necessitam.

De que forma os alunos são avaliados na Escola da Ponte?

A avaliação na Ponte é feita de vários formas. Em primeiro lugar, através da observação. Esta é uma das formas de avaliação que nos permite avaliar melhor os alunos em termos de valores e atitudes. Consideramos que é fundamental e trabalhamos constantemente para que os alunos sejam solidários, responsáveis e autónomos.

No que diz respeito aos conhecimentos (é lógico que a separação entre todos estes factores é artificial, mas torna mais simples a explicação), estes são avaliados de diferentes formas, consoante o nível em que os alunos se encontram.

Enquanto os alunos ainda não sabem ler e escrever com correcção, a avaliação é realizada em grande parte através da observação informal do trabalho produzido pelos alunos.

À medida que os alunos começam a ser mais autónomos e começam a elaborar o seu plano diário (onde planificam o trabalho para esse dia e, no fundo, se comprometem a cumprir certos objectivos), a avaliação passa a ser efectuada de outro modo.

Em primeiro lugar, os alunos auto-avaliam-se. Sempre que consideram que dominam um determinado ponto do programa escrevem-no numa folha do "Eu já sei". Depois, um professor que domine um pouco melhor a área a que diz respeito o objectivo dirige-se ao aluno e faz uma avaliação "mais formal". Esta avaliação pode ser efectuada de várias formas: uma conversa, um exercício escrito, a resolução de um problema, etc. Tudo depende do objectivo em questão.
Por outro lado, tenta-se sempre que os objectivos anteriores também sejam avaliados de forma a que a avaliação sejam um processo contínuo.

Quando um determinado aluno pensa que esgotou todas os instrumentos que tem ao seu dispor para estudar um determinado assunto (biblioteca, computador, colegas), e mesmo assim não conseguiu compreender um determinado ponto, recorre ao professor. O aluno escreve então o seu nome, a data e tema em estudo na folha do "Eu preciso de ajuda". Depois, o professor dirige-se ao aluno (ou alunos) com a dificuldade e tenta esclarecê-lo no que os alunos costumam chamar de "aula directa".

Por outro lado, o comportamento na sala, a Assembleia de Escola, os Debates e as apresentações dos trabalhos constituem, também, excelentes momentos de avaliação.

Quantos professores trabalham na Escola da Ponte?

O Ministério da Educação paga, neste momento, o salário a 39 orientadores educativos na Escola da Ponte. Infelizmente, este será o segundo ano em que não contamos com nenhum psicólogo contratado pelo Ministério da Educação. A Escola tem-se socorrido de psicólogos que se encontra desempregados, através de um protocolo com o Centro de Emprego (POC). Infelizmente, estas situações são extremamente precárias e não permitem a realização de um trabalho continuado. Nenhum dos orientadores educativos tem qualquer redução de horário.

Quando é que os orientadores educativos da Escola da Ponte se reúnem?

Os orientadores educativos da Ponte reúnem-se em vários momentos. A quarta-feira de tarde encontra-se destinada a reuniões. Estas podem ser de Núcleo (Iniciação, Consolidação e Aprofundamento), de Dimensão (Lógico Matemática;Naturalista; Linguística; Identitária; Artística) e de Conselho de Projecto (gerais). Normalmente, todas as quartas-feiras existe uma reunião geral e uma de núcleo ou dimensão.

Nem sempre estas reuniões de quarta-feira são suficientes e é, então, necessário que os orientadores educativos se reúnam noutros momentos.

Depois de os alunos saírem da escola, têm dificuldades em acompanhar o "ensino tradicional"?

Pensamos que a resposta a essa pergunta é: o ensino tradicional é que tem dificuldade em acompanhar estes alunos.

Os alunos que saem da Escola da Ponte e rumam a outras escolas têm tido, sempre, em média, melhores classificações do que os colegas de outras escolas.

Nós, na Escola da Ponte, não pensamos que as classificações sejam a melhor forma de avaliar os alunos, mas estes são os únicos dados de que dispomos vindos de outras escolas e, de qualquer modo, são os dados que são relevantes para as escolas mais tradicionalistas.

Nos últimos anos tem havido cuidado para, de alguma forma, preparar os alunos para o trabalho que se realiza noutras escolas: terem que estar sentados a ouvir o professor, não trabalharem em grupo, só terem o manual como auxiliar, terem que decorar a matéria toda para um teste, as notas, etc...

Em que consiste o Método Global?

Na iniciação à leitura e à escrita existem diferentes métodos. Uns defendem que a iniciação deverá começar pela letra, posteriormente, a sílaba e, finalmente, a palavra. O método global, pelo contrário, defende a primazia da frase ou da palavra.

A letra é algo que não tem significado para a criança. A frase e a palavra, sim.

Na nossa escola, os alunos costumam contar, por exemplo, o que aconteceu no seu fim-de-semana. Posteriormente, o professor escreve a frase no quadro ou no seu caderno e os alunos copiam a frase e inventam outras frases com uma ou mais palavras da frase inicial.

Com o tempo, os alunos vão aprendendo a ler. É frequente encontrar alunos que, no Natal, já lêem com muita fluência.

Quando os alunos começam a ler, inicia-se o trabalho de forma a que eles tomem consciência da existência da sílaba, de forma a que as apliquem em novas palavras.

Quando já lêem e escrevem com algum correcção, começam a trabalhar os chamados "casos especiais" da nossa língua: diferentes formas de escrever o som "z", etc...

De que forma são utilizadas as novas tecnologias de informação e comunicação na Escola da Ponte?

De forma a obter uma melhor resposta a esta pergunta consulte, por favor, esta ligação. Apesar de ser um documento um pouco antigo, constitui uma boa referência para o trabalho que realizamos na Ponte no dia-a-dia.

Se desejar colocar alguma dúvida, sinta-se à vontade para o fazer. Para tal, siga esta ligação, por favor.

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